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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

And here are the good news: IBCS goes mainstream

The first good news is that SAP Analytics Cloud is now IBCS/Hichert certified.



For those interested in applying visualization standards in their reports SAP offers now within their Analytics Cloud IBCS compliant charts.





It is no longer necessary to use third party tools within your SAP environment in order to produce highly sophisticated reports and dashboards.
For more information see the article of Blaž Zabukovec (https://www.linkedin.com/pulse/sap-analytics-cloud-now-ibcshichert-certified-success-blaž-zabukovec/) the official SAP announcement
  
 ZebraBI-PBI




The second good news comes from ZebraBI which now offers a visuals add-on for Microsoft PowerBI. The fast growing PowerBI community can now use sophisticated IBCS-charts for reporting and dashboard design. As can be seen on a recently held Webinar (https://zebrabi.com/power-bi-webinar/#av_section_2) ZebraBI custom visuals do a great job in accelerated dashboard design.
For more information see https://zebrabi.com/pbi/





terça-feira, 14 de junho de 2016

"True to scale" ou quando 20 mm equivalem 1 bilhão de francos suiços

O conceito IBCS adotado pelo Swiss Post (https://www.post.ch/en/)

A Swiss Post é uma organização que adota já por vários anos o conceito IBCS na elaboração dos seus relatórios anuais.
Alem de aplicar basicamente as normas do “Unify” na escolha de objetos, elementos, cores, formas, legendas etc nos gráficos e tabelas, optaram também por um conceito que eles chamam de “True-to-scale” (ou algo como “verdadeiro no escalonamento”).
Isto significa por exemplo, que em todo o relatório os gráficos tem escala igual. No nosso caso por exemplo, 20 mm equivalem 1 bilhão de francos suíços.
O Financial Report 2015 da Swiss Post também mostra, que é possível através de poucos tipos de gráficos e tabelas desenhar um relatório onde a visualização da informação vem em primeiro lugar e tem como objetivo de facilitar a leitura e o entendimento do conteúdo. A arte aqui consiste na escolha certa das formas e cores e a redução dos objetos de visualização ao necessário. Enfim, adotando o conceito IBCS com seriedade.
  
(https://www.post.ch/en/about-us/company/publications/reporting)


Logo no início do Financial Report avisam sobre a aplicação dos conceitos IBCS.
Podemos observar que a visualização de dados é realizado com poucos tipos de gráficos.

Gráfico de colunas 
Os gráficos seguem padrões em vários aspectos:
- Mensagens e títulos
- Explicações sobre conteúdo formal
- Intervalo de 5 anos (quando for adequado)
- Valor atual diferenciado através de cor dos anos anteriores
- Uso de gráfico de desvio (absoluto ou relativo) (quando for adequado)
- Destaques através de sinalizador de diferenças
- Largura das colunas segue distinção entre valor ou volume
- Anotações se for preciso



Gráfico de coluna com gráfico de desvio absoluto - Valores normalizados

Gráfico de coluna com gráfico de desvio absoluto - Valores normalizados

Gráfico de coluna com gráfico de desvio absoluto - Volumes normalizados

Gráfico de coluna empilhada com resultado - Valores absolutos

Gráfico de coluna empilhada  - Valores normalizados

Gráfico de coluna empilhada com desvios absolutos (ano anterior) - Volumes


Gráfico de coluna empilhada - Volumes


Gráfico de barras
Os gráficos de barras seguem os mesmos princípios básicos dos gráficos de colunas referente à:
- Mensagens e títulos
- Explicações sobre conteúdo formal
- Valor atual na mesma cor do atual de colunas
- Gráfico de desvio (absoluto ou relativo) (quando for adequado)
- Destaques através de sinalizador de diferenças
- Largura das colunas segue distinção entre valor ou volume

- Anotações se for preciso

Gráfico de barras duplo com desvio relativo


Gráfico de barras combinadas

Gráfico tipo arvore (tree-graph) com desvios embutidos

Gráfico tipo arvore com desvios embutidos. O interessante neste gráfico tipo arvore é que segue também o princípio “true-to-scale” utilizando a forma pouco utilizada de “barras dobradas” para encaixar no espaço da folha e sem precisar “cortar” as barras na visualização do valor correto.


Formas especificas de gráficos
Gráfico de coluna com detalhamento



Gráfico de blocos com desvios



 Gráfico de curva de Gauss



Tabelas
As tabelas, como no caso dos key figures reservam uma coluna para discriminar as unidades do respectivo valor. A organização das colunas de valores segue a sequencia do lado esquerdo à direita como se fosse o eixo-x. No topo também recebe a distinção através de uma barra colorida entre ano anterior e atual.
Quando a tabela é homogênea em termos de unidades, a respectiva coluna é reservada para enumeração das anotações. A organização das linhas segue um conceito de blocos temáticos com espaços maiores entre blocos principais.







terça-feira, 25 de agosto de 2015

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Tabelas padronizadas no IBCS

A IBCS-Association abriu um novo capitulo com a introdução de tabelas nas definições dos objetos de visualização de dados (www.ibcs-a.org/standards/137).
Foram definidos no capitulo 2.1.1.2  USE CORRECT TABLE TYPE  (www.ibcs-a.org)  o objeto Tabela diferenciado por seus elementos colunas e linhas. Em seguida são descritos os diversos tipos de colunas e linhas. Juntos estes elementos formam os tipos de tabelas, os quais são diferenciados pelo seu objetivo analítico entre tabelas de seriés de periódos (time series tables), tabelas de desvios (variance tables) e tabelas cruzadas (cross tables). Onde tem mais do que um objetivo analítico falamos de tabelas combinadas (combined tables).
Pra quem está procurando definições sobre os mais interessantes tipos de tabelas, as tabelas gráficas (graphical table) deve entrar no capitulo 2.3.4  ADDITION OF ELEMENTS - Embed chart elements in tables   (www.ibcs-a.org)  ou no site www.hichert.com (Table templates).


Time series table


Variance table



Cross table



Combined table 1



 Combined table 2



 Combined table 3



 Table templates

















sexta-feira, 30 de maio de 2014

Templates de gráficos da International Business Communication Standards – Association (IBCS-A)

Templates de gráficos em Excel

Desde o ano passado existe a IBCS-A (International Business Communication Standards – Association) (www.ibcs-a.org) uma organização cujos objetivos são a elaboração e disseminação de padrões para a visualização de informações com foco em relatórios gerencias e apresentações. Os assim chamados “Standards” se baseiam nas normas SUCCESS da Hichert+Partner AG.
Fruto dos IBCS é um primeiro conjunto de templates de gráficos produzidos em Excel para facilitar e orientar na elaboração de tipos de gráficos frequentemente usados em relatórios gerenciais (business reports) e na apresentação de dados financeiros  (financial data presentations). 
Mais detalhes sobre os templates também como links para o download dos arquivos Excel podem ser encontrados no site da Hichert+Partner AG (http://www.hichert.com/de/excel/excel-templates/templates-2014).









terça-feira, 10 de setembro de 2013

Comunicação corporativa – Relatórios para o público interno e externo - Parte II

Nos relatórios anuais, legibilidade muitas vezes não é explicitamente considerado um problema, como poderia ser visto antes (Relatórios para o público interno e externo - Parte I). Às vezes até surge a impressão de que a real transparência das informações para os stakeholders não é tão importante. Para melhorar a comunicação e particularmente no caso de relatórios podemos aplicar como uma possibilidade o conceito de notação. Este conceito facilmente pode ser transferido em grande parte para os projetos de relatórios anuais.

A leitura no foco
O conceito de notação de Rolf Hichert traz a legibilidade da informação para o foco da atenção dos acionistas. Hichert leva o conceito para a curta fórmula chamada de SUCCESS. Na sigla cada letra significa uma expressão em inglês com o seguinte significado:

SAY                   Dizer - Transmite a mensagem
UNIFY                Unificar - Unifique a importância
CONDENSE     Condensar – Condense as informações
CHECK             Verificar – Garante a exibição correta das informações em gráficos
ENABLE            Realizar - Implemente o conceito de notação
SIMPLIFY          Simplificar - Evite a redundância
STRUCTURE   Estruturar – Organize as informações de forma homogênea 

                                               sem qualquer  sobreposição de conteúdo

Numa segunda fase de um SUCCESS 2.0, Rolf Hichert introduziu uma classificação dos sete grupos de regras e organizou-as conforme suas características em três camadas:
A primeira camada é composta por exigências bem gerais como SAY e STRUCTURE. Para os endereçados o conteúdo deve ter uma mensagem legível e deve ser bem estruturado.
Na segunda camada encontramos as exigências UNIFY, CONDENSE e SIMPLIFY. Através da realização destas três regras será mais fácil de concluir as exigências do SAY e STRUCTURE. UNIFY, CONDENSE e SIMPLIFY seguem principalmente um conceito visual.
CHECK e ENABLE compõem as exigências da terceira camada: Em princípio estes dois grupos de regras não se referem diretamente a composição de um relatório ou uma apresentação (SAY e STRUCTURE), e nem no seu desenho visual (UNIFY, CONDENSE e SIMPLIFY). CHECK e ENABLE se referem a qualidade do conteúdo, especificamente a qualidade dos dados utilizados (CHECK) também como a realização prática das regras SUCCESS numa empresa.

O conceito dos sete grupos de regras com suas 119 regras em total é bem ilustrado através do seguinte pôster dos SUCCESS Rules. Através das ilustrações fica claro como as exigências da leitura na elaboração de um relatório anual podem ser atendidos com as normas do método SUCCESS.

Fig. 1: As diferentes etapas do SUCCESS e sua aplicação na elaboração de gráficos (Fonte: www.hichert.com)

Quais requisitos existem no projeto do desenho de gráficos ou tabelas?
Em primeiro lugar trata-se de aumentar o poder explicativo. Gráficos, tabelas e diagramas devem ser concebidos de modo que as informações possam ser lidas de forma rápida e o mais fácil possível.

Fig. 2: SAY - Explicações em gráficos.


Fig. 3: Posicione explicações diretamente no conteúdo do gráfico ou tabela

A informação pode ser entendida se os significados dos objetos (por exemplo, diagramas, símbolos, cores) são aplicados uniformemente. Nesta leitura, os mesmos objetos têm o mesmo significado. Em contraste, diferentes assuntos ou situações, tais como número de funcionários empregados ou valor faturado são representados diferentemente. Na comunicação corporativa por exemplo a representação de tipos de dados, cenários etc. já tem sido amplamente aceito. Diferenciar dados em realizado, orçado, budget, previsto, simulado etc é básico no dia-a-dia nas gerencias e diretorias das organizações.

Fig. 4: Tipos de dados diferem em tabelas e gráficos

A lista das exigências básicas para o projeto de relatórios corporativos
O primeiro ponto importante é a diferenciação entre cenários. De acordo com esta abordagem tanto em tabelas e em gráficos pode ser facilmente diferenciado em uma vista só a informação entre o ano anterior (cinzento) e do ano atual (preto) nos relatórios internos. No entanto, para as demonstrações de relatórios externos a apresentação de orçamento e previsão geralmente é raro. Mesmo assim, a diferenciação comum nos gráficos e tabelas é textual. Pouco se usa formas e cores para distinguir.

Fig. 5: Elementos do gráfico como títulos, colunas, eixos, números devem ser unificados

Fig. 6: Elementos da tabela, como cabeçalhos, linhas e colunas devem ser unificados

Em muitos relatórios anuais, por exemplo, a leitura é dificultada, porque as linhas de tempo são mostradas de forma diferente em itens subsequentes, como já foi mencionado na Parte I desta série no caso dos relatórios anuais da BrasilFoods e EDP Energia.

Além disso, a necessidade de densidade de informação nos relatórios anuais frequentemente é dada muito pouco peso. Isto é surpreendente, pois devido ao tamanho de muitos relatórios anuais, os leitores devem apreciar muito uma curta, concisa e informativa apresentação das informações.

Fig. 7: Melhor juntar varios gráficos em uma folha. Aumenta conteúdo de informação e facilita a leitura

Na prática há por outro lado os argumentos daqueles que elaboram os relatórios anuais dizendo que mais transparência não é desejável, pois isso iria revelar muita informação de uma empresa. Mas a questão não é a transparência, mas a apresentação da informação e seu fácil acesso. Ao invés de facilmente identificar uma certa estrutura de dados o leitor gasta muita tempo de identificar uma evolução na analise de um limitado gráfico de pizza ou pior, em dois usados para a comparação de dois anos, ao invés de ler num gráfico de colunas com todos os dados dos respectivos periódos em linha de tempo. Mais adiante vamos ver alguns belos exemplos usados nos relatórios anuais quando tratamos da critica dos casos reais.

Outro incômodo são os gráficos individualmente escalonados. Para que possam ser identificados e comparados os diferentes tamanhos, os leitores são forçados a se orientar sempre nas legendas e escalas. Mas, mesmo nesse aspecto, existem melhores soluções. É importante, por exemplo, de poder identificar as diferentes escalas num instante. E em casos onde por exemplo, o uso de diferentes escalas como na apresentação de uma nova e menor unidade de negócio de uma empresa, uma escala ampliada é necessária, uma faixa de zoom e exibida em cores pode ser introduzida.

Fig. 8: Quando inevitável, o uso de diferentes escalas com barra de escala é recomendada.

Além disso, existe entre os designers de diagramas a tentação de cortar as escalas e conseguir entre os leitores uma desejada ou direcionada leitura dos conteúdos ou até desviar com estes efeitos a atenção do leitor ou pôr em luz melhor fatos desagradáveis. No entanto, nos casos de escalas cortadas trata-se de uma manipulação clara de leitores. O melhor exemplo de tudo isso é quando o gráfico de coluna do lucro tem o mesmo tamanho do gráfico de faturamento, que de fato ocorre em quase todos os relatórios anuais.

Fig. 9: A visualização correta evita falsas impressões.

Para o problema com as escalas, no entanto, existem soluções criativas, como pode ser visto no exemplo do relatório anual da Swiss Post.

Fig. 10: No Swiss Post, todos os valores são escalados de forma igual, ou seja, 1 bilhão CHF correspondem a 20 mm. (Fonte: Swiss Post, Financial Report 2012, pág. 26)

Para completar a lista de exigências da elaboração e apresentação de relatórios bastante legíveis temos que levar em consideração a muitas vezes não-conformidade de definição de diversos entidades de negócio. Pois, pela definição um relatório só pode ser classicamente legível se existir uma estrutura coerente, isto é a apresentação de conteúdo similar, distinto e sem sobrepostos e em termos de informação em si exaustiva.  

No entanto, podemos concluir que num crescente número de casos de relatórios anuais o aspecto do tratamento legível das séries de dados está sendo resolvido cada vez mais satisfatório.   

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Comunicação corporativa – Relatórios para o público interno e externo - Parte I

Relatórios internos e externos são muitas vezes elaborados com grande abundância, compostos de extensas séries de dados, gráficos e tabelas. No entanto, em muitos relatórios, o conteúdo difícilmente pode ser identificado de forma fácil. São usados arbitrariamente os diferentes tipos de gráficos. E a escolha das cores nos gráficos por vezes é aleatória como o uso desorganizado das séries de dados, eixos de tempos, agrupamentos etc.. Assim é muito difìcil de achar nos relatórios anuais as informações importantes etc. A proliferação e uso descontrolado das formas em relatórios para usuários internos e externos e a falta de um processamento mais metodologico reduzem a legibilidade dos mesmos. Assim comparações são difíceis e mal-entendidos são inevitáveis. Em suma: A leitura dos relatórios é muitas vezes limitada. Porêm, existem maneiras diferentes.
Especialistas em comunicação chamam nos famosos “ratings” o Relatório Anual "o instrumento mais importante e credível de comunicação de uma empresa". Mas, a natureza de algumas dessas classificações traz consigo, que o foco está principalmente na concepção formal. Obviamente a representação numérica também é avaliada. No entanto, a legibilidade da informação está sendo considerada um problema menor. Um exemplo de uma leitura facilitada seria, se os desvios calculados entre o valor atual e do período anterior fossem apresentados diretamente através de um gráfico ou até sendo embutidos na tabela.

O critério de legibilidade é pouco importante nos relatórios anuais
As empresas querem informar os Stakeholders através de relatórios especificamente concebidos para eles de forma detalhada e transparente. Olhando com mais profundidade os premiados relatórios anuais das empresas, e deixando de lado a impressão geral que obtemos quando folhando na primeira vez na matéria, chegamos muitas vezes a seguinte conclusão: A leitura e entendimento fácil das informações principalmente sobre a evolução operacional e financeira da empresa nem sempre é considerada com sua devida importância nos critérios de avaliação nas classificações. Parece meio estranho, pois o principal objetivo do relatório anual é de dar conta do avanço do negócio e da situação financeira de uma empresa. Informações são dados comprimidos. Assim, de forma ideal, as informações processadas deveriam permitir o acesso eficiente as declarações importantes da organização. Embora as imagens e a arte podem ser usadas como um meio importante de aumentar a "reputação visual”, elas não deveriam ser aproveitadas para desviar da finalidade principal de fornecer informações cruciais para as partes interessadas.
O estado de arte na elaboração de relatórios anuais está sendo apresentado cada ano na divulgação do PRÊMIO ABRASCA da Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca) onde nas principais categorias concorrem os pesos pesados das companhias abertas pelos melhores relatórios. O Prêmio Abrasca tem como “objetivo incentivar o aprimoramento da elaboração de relatórios com maior clareza, transparência, qualidade e quantidade de informações e caráter inovador, tanto na apresentação expositiva quanto no projeto gráfico”... (Abrasca, Edital 15. Prêmio, Edição 2013).

Fig. 1: Vencedores do 14º Prêmio Abrasca. (Fonte: http://www.abrasca.org.br/Eventos/Premio-Abrasca-Relatorio-Anual/2012)

Em seguida usaremos estes vencedores como referência na avaliação dos nossos princípios de elaboração de relatórios e apresentações com foco na legibilidade dos mesmos.
A legibilidade é assegurada por um projeto integrado de desenho de informação particularmente nos gráficos e tabelas. Porém, identificamos rapidamente os déficits de leitura quando abriremos os relatórios anuais, neste caso de forma exemplar nos relatórios da EDP e da BrasilFoods:

Fig. 2: Inconsistência no uso de séries de tempo. (Fonte: EDP, Relatório Anual 2012, pág.53)


Fig. 3: Gráficos e tabelas com séries de tempo invertidos. (Fonte: BrasilFoods, Relatório Anual 2012, pág. 37)

Podemos observar nas representações que são publicados diretamente um ao outro os diferentes cursos de tempo - da esquerda para a direita nos diagramas e da esquerda para a direita nas tabelas. Algo que deve confundir o leitor. O design de informação selecionada obviamente não é ideal e não deve facilitar ao leitor de receber e processar a informação. O certo seria aplicar o conceito de coordenadas e começar com o menor tempo na esquerda aumentando em direção a direita. Enfim, aplicar o conceito que já conhecemos desde as primeiras aulas de matemática.

Princípios recomendados para um projeto de informação coerente
Vários especialistas têm estudado intensamente nos últimos anos a questão da legibilidade de relatórios anuais. Na Europa da língua alemã Dr. Rolf Hichert criou um conceito de notação para a comunicação corporativa. Este conceito com a sigla SUCCESS vem ganhando crescente atenção e divulgação mundo afora (mais no site www.hichert.com). Atualmente se destacam duas empresas suiças, a Swiss Post e a Claro Fair Trade, que criam os relatórios anuais conforme as regras de design de Rolf Hichert. Seguindo o conceito de notação os gráficos criados desta maneira mostram uma imagem diferente como o seguinte trecho do relatório anual da Claro Fair Trade mostra:

































Fig. 4: Gráfico exemplar com escalonamento correto. (Fonte: Claro Fair Trade, Annual Report 2011/12, pág. 4)

A legibilidade é facilitada nestes diagramas por várias razões:
  • Escala uniforme dos diversos itens financeiros
  • Desvios positivos e negativos são destacados
  • A escala utilizada é declarada
  • Os números podem ser lidos diretamente a partir do diagrama.

O trabalho de Hichert representa o atual estado de arte no campo do desenho de informação de corporações, pois contempla uma metodologia com claras normas para a elaboração de relatórios e apresentações e seus objetos em forma de gráficos, diagramas, tabelas, textos etc. O desenho de relatórios a partir desta metodologia pode até ser considerado um processo de engenharia levando em consideração a aplicação do seu “Vermassungskonzept” (conceito de medições) na elaboração de gráficos e tabelas, onde por exemplos cada linha, fonte, cor, distâncias etc. tem a sua medida e significado (http://www.hichert.com/en/consulting/management-reports/69). Algo que arquitetos, geografos, engenheiros, músicos já conhecem por muito tempo através dos padrões de desenho, mas desconhecido no mundo dos administradores.

Fig. 5: Exemplo de dimensionamento de elementos de gráficos através do tamanho de fontes por R.HICHERT. (www.hichert.com)

Os princípios básicos do conceito de desenho de informação e os aspectos da densidade de informação foram estabelecidos nos Estados Unidos por Edward R. Tufte em seu livro "A apresentação visual de informações quantitativas" (“The Visual Display of Quantitative Information” ( www.edwardtufte.com )). Além de Tufte podem ser mencionados como importantes colaboradores neste segmento Stephen Few no seu blog “The perceptual edge” (www.perceptualedge.com), também como Nicole Nussbaumer no seu blog “Storytelling with data” (www.storytellingwithdata.com) com exemplos bem ilustrativos. Aspectos gerais de visualização de informação encontramos nas obras de Fernanda Viegas (www.flowingmedia.com). Outro link interessante sobre o aspecto prático e de aplicação é do Prêmio Abrasca de Relatório Anual no site http://www.abrasca.org.br/Eventos/Premio-Abrasca-Relatorio-Anual/2012

Fig. 6: Exemplo de dimensionamento de tabelas através do tamanho de fontes por R.HICHERT. (www.hichert.com)